Sol nos Olhos, Pés na Terra

O Blog da Dona Horta

Sopa do Coração

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E uma rica sopinha com esta belíssima couve para um dia mais frio, hein?

Os cozinheiros cá do sítio têm sempre por perto uma sopinha feita de fresco, com "legumes de verdade" (como nos disseram há um par de dias). A receita desta semana não é nova mas se é deliciosa porque não publicá-la novamente?

Ora cá vai, e as quantidades são apenas indicativas:

- 2 cebolas, lavadas e peladas, cortadas aos cubos

(ou 1 cebola e a parte branca de um alho-francês miúdo que esteja lá nos fundos do frigorífico quase a estragar-se - às vezes acontece, nós sabemos!)

- 2 cenouras grandes, lavas, peladas, cortadas às rodelas

(nesta altura do ano, e com cenouras mesmo frescas e de casquinha tenra e fina - como as nossas - aproveite a casca, onde estão parte das vitaminas, e nada de pelar as senhoras/cenouras)

- 100 gramas de abóbora, lavada, descascada e cortada em cubos.

(nada de pevides, sim?)

- 1 nabo pequeno ou meia cabeça de nabo

(os legumes não crescem dentro de um calibrador, às vezes há nabos matulões, tão saborosos como os mais baby)

- 1 alho francês miúdo, lavado e cortado em rodelas muito finas (do tipo juliana)

- 1 couve-coração, lavado e cortado em juliana

(se for muito grande, do tipo de quilo, use só metade)

(se tem crianças pequenas já sabe, nada de troços na sopa senão há um "mãaae, eu nã quero, nã gosto!).

E agora? Bom, agora é assim: água numa panela, em lume alto. Se não é profissional das sopas coloque um litro de água e uma colher, das de café, mal cheia, de sal.

Quando a água da panela levantar fervura, junte-lhe todos os legumes, excepto os que foram cortados em juliana (o coração e o alho-francês) e passe o lume para médio.

Assim que os legumes cozerem triture-os (se cozerem demais perdem nutrientes, não deixe a panela ao lume enquanto vê a novela ou aquele senhor do porto canal a dizer disparates). Junte água (quente!) para acertar a espessura da sopa. E junte (aos legumes, não se deixe enganar pelo enredo!) a juliana de legumes e deixe que cozam, deixe que fiquem bem tenrinhos. Não se esqueça de duas colheres, das de sopa, de azeite virgem-extra (o melhor azeite para os melhores legumes, sempre!) ao mesmo tempo que a juliana, lá para dentro da panela.

Gostamos muito desta sopa com pãozinho torrado na hora e perfumada com uns coentros picadinhos. Daqueles que cheiram e sabem mesmo a coentros, sim?

Ainda dos abacates.

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Aqui deixamos o link para um mini-artigo sobre os abacates que estarão nos cabazes da Dona Horta da próxima semana.

Cabaz Médio, 8 euros, composto por: cenoura, alho francês, espinafre selvagem, curgete, maçã golden, abacate, alface e ervas aromáticas.

Pêras do Algarve?

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Pêras do Algarve? Como assim, pêras do Algarve?

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Os abacates, a par com uns maravilhosos manguitos que nos apareceram por cá há uns tempos (chamamos-lhe assim porque são mangas miniatura, dos pomares do Mário lá em Silves), são uma fruta que de há muito pouco tempo para cá começa a ser sustentavelmente produzida em Portugal.

Na Dona Horta temos o privilégio de dar conta dela antes de entrar no loop do costume que são os mercados em que a fruta só chega a casa de quem a vai comer muito tempo depois de ter sido colhida. Claro como água e verde que nem abacate. Sim? Sim.

Sai uma Moussaka nas Caldas da Rainha.

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Diz quem provou que estava óptima! O nosso querido Sérgio, das Caldas da Rainha, partilhou connosco uma foto da sua moussaka, feita com legumes da Dona Horta. Não é por nada, mas ficamos com fome!

Ficámos também com vontade de pôr aqui - muito em breve - a receita da moussaka verdadeira, à boa maneira grega e apostamos com vocês que vai ser um verdadeiro sucesso até para quem não gosta de beringela - um desafio, pois tínhamos uma "pestinha" aqui em casa que se recusava terminantemente a comê-la. fosse de que maneira fosse (tem truque!).

Entretanto, amanhã, sexta-feira treze, há entregas nas Caldas da Rainha, sendo que o ponto de entrega é junto à associação DAR, no parque de estacionamento dos Silos. Já encomendou? É que ainda vai a tempo.

Caiota o quê?

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Abóbora-gila, Abóbora-Chila ou Caiota! Temos poucas unidades destas meninas mas as suficientes para umas deliciosas compotas.

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Sabem onde? Sabem pois.

Frio nos Bigodes?

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Vamos ao campo todos os dias, todos. Sábados, domingos, feriados, faça chuva ou faça sol, haja casamentos ou nascimentos, enfim, temos-temos-temos-temos-mesmo de lá ir!

Hoje fomos, logo de manhã, e é fácil adivinhar porque gostamos tanto disto, porque gostamos tanto de andar desgrenhados e cheios de lama, com frio nos bigodes e, às vezes, a suar em bica.

Hoje, nos Campinhos, uma das nossas plantações de couves (corações, lombardos, brócolos e grelos de couve) estava assim. Não é preciso dizer mais nada, pois não?

Clementinas Oro-quê?

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Oronules. Não sabemos o que significa, mas sabemos algumas outras coisas. Ora bem: mais de metade destas clementinas são feias, imperfeitas, com pintas e algumas até vêm meio verdes que é para durarem um nadinha mais lá em casa. Mas são bem boas para primeiros citrinos desta estação.

Esta semana as ditas oro-quantas vão no cabaz grande e acabaram agorinha mesmo de ficar disponíveis para encomenda ali naquele site catita da Dona Horta. Já lá foram espreitar ou ainda não?

São meninas!

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Esta é uma das nossas searas de abóboras menina, nos Campinhos, uma área agrícola também denominada como Perímetro Hidroagrícola da Cela.

As ditas estão guardadas dia e noite: a Norte pelo Alto do São Brás, a Oeste pelo mar forte da Nazaré e, nos outros cardeais, por umas lindas colinas verdejantes onde gente de muito trabalho e dedicação habita.

Tem sido um privilégio trabalhar com tão boa gente e uma benção ter esta vista todos os dias.

Marmelos à Antiga.

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Pelo Oeste, não há pomar que se preze que não tenha por perto um (vários!) marmeleiro(s). Diz que é para os enxertos.

Deixemos isso para quem entende - que vão ter de nos explicar tim-tim por tim-tim um destes dias - e vamos ao principal: está a chegar - ainda que lentamente, o frio - e é preciso (pelo menos dantes era assim) tratar de uns mantimentos para o Inverno.

Antigamente, em Setembro, preparava-se a despensa: em lume brando, a lenha, as nossas avós e tias tratavam do doce de tomate (encarnadinho, de sequeiro), da marmelada para o paposeco da manhã e da geleia de marmelo, que comíamos, a toda a hora, à colher e até se nos fecharem os olhos de tanto regalo.

Se calhar não era má ideia retomarmos estes costumes outra vez...

Já por cá andam...

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... ou bamboleiam e, acreditem, não são de cá se passear por muito tempo.

Os abacates da Dona Horta são algarvios e adoram encontrar-se com uns pimentos picantes, umas cebolas e mais umas coisas, numa taça, para bailarem num festival chamado guacamole. A receita? A receita está quase aí.