Sol nos Olhos, Pés na Terra

O Blog da Dona Horta

O nosso 16 de Outubro.

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Seria hipócrita da nossa parte não fazer uma ressalva ao dia de hoje. Milhões de pessoas a passar fome, outros tantos de barriga cheia sem partilhar com quem mais precisa.

O dia de hoje, para nós, serve de lembrete não só para o que fazemos bem, no que à alimentação respeita, mas também para o que está mal: parece-nos extremamente injusto haver crianças, adultos, idosos, com tantas carências alimentares. Parece-nos extremamente injusto num mundo supostamente desenvolvido como é o de hoje, que hajam sítios neste planeta completamente desfasados da nossa realidade. Motivações políticas, religiosas e climáticas levam às tais carências que, muitas vezes, nos passam ao lado, mesmo estando, muitas vezes (demasiadas talvez), debaixo do nosso nariz.

Lamúrias à parte, é importante ressalvar que há muitas pessoas e organizações a contribuir activamente para que a alimentação continue a ser um ponto importante de discussão entre família, amigos, conhecidos e até forasteiros. E essas pessoas, essas organizações, só podem estar de parabéns. Desde a entidade que se organiza para dar uma sopa quente a um sem abrigo aquela que faz investigação científica para um melhor uso da água na agricultura.

Quantos de nós não ajudámos alguém que tinha fome? Quantos de nós não partilhámos o que tínhamos a mais para fazer alguém um nadinha mais feliz? Quantos de nós, agricultores, não fizemos e fazemos diariamente "contas" para gerir recursos naturais e afins de forma a "poupar" a Mãe Natureza e ajudar esta a reerguer-se? Já sem falar (muito) das inúmeras asneiras autorizadas pela UE e compactuadas com outros Estados Membros, que agora desvirtuam a produção nacional e põem às nossas mesas, por influência de intermediários, produtos que não respeitam as boas práticas agrícolas e condicionam a alimentação saudável, mascarando-a?

Escusado será dizer (ou não) que na Dona Horta o respeito pelo meio ambiente está intrinseco. E estamos conscientes que as alterações climáticas de que tanto se fala estão para vir e ficar e a elas teremos de nos adaptar. Ao respeito pelas necessidades de cada um também. E não vamos estar para aqui com coisas, que ajudamos fulano ou beltrano, porque a bondade, o querer ajudar alguém a ultrapassar situações de vida delicadas, não precisa ser publicitada. O que está feito, o que vamos fazendo é de coração e não tem preço nem quer troco.

E quando nos dão tempo de Antena?

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Só nos fica é bem agradecer amor, carinho e outros afectos a quem muito nos estima e nos ajuda a desenvolver o nosso projecto de forma sustentável e idónea, responsável e honesta.

Sem mais, o DAR, chamou-nos há uns quantos meses para uma conversa super informal, conversa na qual sentíamos a nossa Joaninha assim meio nervosa, mas cheia de força para dar voz pela DONA HORTA e explicar tudo certinho, tim-tim por tim-tim aos Caldenses e demais ouvintes!

Faz sentido para nós a republicação deste bate-papo porque as Caldas é um mercado muito especial para nós. Eventualmente teria feito sentido uma banquinha no mercado da fruta nessa localidade. Excluímos desde logo essa opção porque alguns dos produtores que connosco trabalham operam nesse mesmo mercado: nós somos e seremos sempre cooperantes, nunca concorrentes.

Depois, achamos que há sempre espaço para prestar serviços depois do horário laboral. Sabemos, por experiência própria (mas nunca esquecendo que em casa de ferreiro o espeto é de pau) que sabe bem quando chegam até nós coisas que precisamos mesmo para o nosso dia a dia em horários compatíveis com os nossos ritmos e estilos de vida. E, mais importante que isso, ter alguém que nos ajude a ter uma vida mais fácil - e consequentemente mais feliz - só pode ser positivo.

Podem ouvir, re-ouvir e rir-se um bocadinho aqui! Ora espreitem lá.

Cabaz da Semana 42

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As vindimas a acabarem dão aquele sinal que nos deixa sempre triste: as uvas vão evaporar-se, umas por se transformarem no néctar dos deuses e outras porque vão marchar nos cabazes desta semana! Aproveitar enquanto as há, sim?

Cabaz Grande: batata, cebola, cenoura, couve-lombarda, curgete, espinafre, alface, alho seco, maçã reineta, uvas e clementinas.

Cabaz Médio: cebola, cenoura, couve-lombarda, curgete, alface, alho seco, maçã reineta, uvas.

Até breve!

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"É com uma enorme honra e prazer que nos aliamos a um projecto com tanta qualidade. São de louvar projectos que trazem os produtos mais frescos directamente do produtor para o consumidor." Bruno Brito, Aromas da Beira Baixa.

Confusos? Nós explicamos!

Foi com uma alegria enorme - e por estarmos mesmo a precisar de um empurrãozinho - que recebemos o convite da Aromas da Beira Baixa, uma loja especializada em produtos desta zona tão querida de Portugal, para aqui criarmos o primeiro ponto de recolha fixo, em Lisboa, dos cabazes da Dona Horta.

Não podíamos estar mais contentes: adoramos o conceito do Bruno e da Mila, proprietários do espaço, adoramos a esplanada onde, sempre que vamos a Lisboa, almoçamos quase em família (têm de experimentar!) e trabalhar com quem muito se parece connosco e com quem, tal como nós, acredita que por cá, por Portugal, sabemos fazer muito bem uma série de coisas, só pode dar bons frutos, para além daqueles que já vão no cabaz.

Assim, a partir desta sexta-feira, 30 de Setembro de 2016, começamos as entregas neste espaço tão português.

A morada? Avenida Marquês de Tomar, n.º 38. Subir as escadinhas e a nossa Joaninha lá estará para vos receber com o gigante sorriso de sempre.

O horário? Das 20h50 às 21h30. Se houverem atrasos comuniquem-nos, para conseguirmos articular tudo.

E entregas ao domicílio? Temos, mas só depois das 21h30 e acresce à entrega 2,40. Preferimos receber-vos na Aromas da Beira Baixa, para um abracinho e dois dedos de conversa. Por experiência sabemos que é difícil fazê-lo de outra forma e queremos mesmo que sintam e saibam o quanto somos felizes a fazer isto!

Outras recomendações? Traga consigo um ou dois saquinhos amigos do ambiente. Assim evita o custo do vasilhame (2 euros por caixa) e nós ficamos com esta última para higienizar e reutilizar.

O cabaz desta semana? Já disponível para encomenda no nosso site, é só clicar aqui!

Se houver dúvidas, contactem-nos por email, telefone ou pombo-correio. Excluímos os sinais de fumo porque em Lisboa os prédios são altos.

Até já :)

Cabaz da Semana 40

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Cabaz Grande:

batata, cenoura, feijão-verde, espinafre, curgete, couve-lombarda, nabo sem rama, alface, uvas, maçã royal gala e banana.

Cabaz Médio:

batata, cenoura, espinafre, curgete, couve-lombarda, alface, maçã royal gala e banana.

Obviamente que as bananas são insulares, isto é, da Madeira!

Cabaz da Semana 39

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De 17 a 23 de Setembro.

O Grande: cebola, cenoura, feijão verde, agrião, alho-francês, tomate, alface, pêra rocha, uvas, pêssego ou nectarinas e ervas aromáticas.

O Médio: cebola, feijão verde, alho-francês, tomate, alface, pêra rocha, uvas e ervas aromáticas.

Há dias assim!

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A nossa Joaninha é uma "problem solver" por natureza. Desde pequena. E, aquando publicação do Observador, com menção à Dona Horta teve uma epifania. Ora vejam bem lá isto!

"Agora um post a sério sobre a Dona Horta e o que esse projecto significa para mim. Comecei com isto com a ajuda do meu irmão, pelos meus pais, que nunca nos faltaram com nada. Porque, como em todos os momentos importantes da nossa vida, pelo menos da maneira que fomos educados (pelos nossos pais e avós), tinha chegado a altura de retribuir todos os sacrifícios que fizeram por nós. 2012. Chegamos até ao hoje com muitas alegrias mas também com algumas tristezas, que nos desinquietaram, nos tiraram o sono, nos fizeram querer desistir. Pelo menos a mim, confesso. Isto tem sido mais ou menos como a aventura do Siddhartha mas pelo Oeste, com incursões a Lisboa, couves, maçãs e bananas metidas ao barulho. Neste momento estou no projecto a tempo parcial, pois novos desafios começam a aparecer no horizonte. Não meu queixo. O que eu não gosto é de estar parada. E mais. O sorriso dos meus pais e o carinho de todos os que connosco colaboram não têm preço. Mas é sempre bom relembrar que este foi um projecto que nasceu de uma quase-morte, por asfixia das grandes superfícies (e não só) e que nós, a custo, a lágrimas, a "vocês sabem lá", continuamos aqui. Agradeço ao Observador a publicação, não sabíamos de nada. Sabemos que este tipo de artigo chega a muita gente, que é interessada, que se preocupa com a alimentação ou tão-só por acaso. Agradeço aos meus amigos que são incansáveis no que toca a referenciar positivamente este projecto. E aos meus clientes que me ajudam a ser melhor naquilo que faço, sempre, sem excepção. Em relação a este artigo em particular, eu posso ter os mesmos produtos que os outros todos, cada um escolhe o que mais lhe convém ou agrada ou lhe está mais chegado aos afectos (também me acontece). Mas há um par de coisas que eu tenho a mais: a frescura, produtores a dar a cara, e uma sinceridade brutal, que às vezes arrepia, de quem já abdicou de muito, já passou por muito, e que ainda tem lata de vir aqui ao Facebook mandar estas larachas todas. Não sou coitadinha nenhuma. Sou uma grande filha-da-mãe, que às vezes tem uns tomates maiores que os de um toiro, que se passa com injustiças, mas também se "passa" quando vê o seu trabalho reconhecido (porque todos precisamos disso de vez em quando) e por esse mesmo motivo o partilha. Partilhem-no também, dando a vossa opinião, contributos, se possível mencionando a tal da Dona Horta, para que consigamos chegar a mais pessoas. Se fizer sentido para vós, claro. Afinal, ao contrário do que eu pensava, nos últimos tempos, nem ando a fazer tudo mal e as provas têm vindo de onde menos tenho esperado. E é isto e mais aquilo. A minha mãe diz que eu dava uma excelente copy, uma boa community manager. O meu irmão vota sempre em business developer, a minha cunhada em account e o meu pai, esse só me quer perto dele. O que é que eu faço à minha vida?"

Dona Horta em artigo do Observador

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Trabalhamos muito, às vezes até demais. Mas adoramos o que fazemos. E, de vez em quando, vem o reconhecimento, numa publicação, com menção a nós e a mais uns quantos, desta feita no Observador. Já espreitaram? Não?! Espreitem aqui!

Leiam e partilhem, acreditamos que o acesso à alimentação saudável é um direito de TODOS e há escolhas para todos os gostos! Mas, por motivos, óbvios, desta feita somos tendenciosos! ;) #SomosDonaHorta

Cabaz da Semana 38

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De 10 a 16 de Setembro.

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Cabaz Grande: batata, cenoura, cebola, espinafre, brócolos, curgete, ameixas, maçã royal gala, pêssego ou nectarina, ervas aromáticas.

Cabaz Médio: batata, cenoura, espinafre, curgete, ameixas, maçã royal gala, ervas aromáticas.

Acresce, quer ao cabaz grande quer ao médio, alface! Há ainda a possibilidade de encomendar apenas produtos extra, caso a composição do cabaz não se adapte às necessidades do seu agregado familiar.

Até breve!

Cabaz da Semana 37

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Esta semana há uvas nos cabazes, médio e grande. Destas não se encontram por aí, ai não não!

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De 3 a 9 de Setembro, Alcobaça, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Valado dos Frades e Caldas da Rainha.

Composição do Cabaz Grande: batata, cenoura, cebola, brócolo, couve-coração, alface, tomate, alho-francês, melancia, uva, pêssego (ou nectarina).

Composição do Cabaz Médio: cenoura, cebola, brócolo, alface, tomate, alho-francês, uva, pêssego (ou nectarina).

Produtos disponíveis para troca: abóbora, agrião, batata, cebola, cenoura, couve-coração, couve-portuguesa, curgete, couve-lombarda, couve-roxa, pêra (variedade croche).